Técnico diz que Brasil não cuida do futebol de base

Neymar Junior já possui 25 anos e apesar de ainda ser jovem não da para dizer mais que ele está em inicio de carreira. Muitos se questionam quando irá aparecer um novo jogador que ira para substituir o status de “iniciante promissor”. No Brasil, sempre tivemos a sensação de existir uma corrida de bastão, onde o craque da geração anterior passava o bastão para a nova promessa do esporte. Foi assim com Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaka, e muitos outros. Nesse bastão consiste a responsabilidade de dar orgulho pra seleção mostrando clássico futebol arte e a promessa de vitórias.

No entanto, será que a base do futebol brasileira esta se preparando adequadamente para fornecer essa nova geração de atletas? Segundo o técnico Rogério Micale, que não se classificou para o mundial com a seleção sub-20, essa resposta é não.

O treinador declarou que não existe um planejamento muito bem definido, não existe um norte para trabalhar os novos talentos. Rogério afirmou que no Brasil tudo acorre de forma aleatória, dando a entender que o surgimento de novos atletas esta condicionado mais ao fator sorte do que uma estrutura de base que investe nesses jovens.

Erasmo Damiani, que era o coordenador de base, foi demitido no segundo mês de 2017 pela CBF. A instituição prevê contratar outro coordenador de base apenas em 2018. Damniani diz lamentar que futebol brasileiro esta ficando 1 ano sem alguém para se cuidar da base.

Provisoriamente Edu Gaspar acompanha a base brasileira e o seu trabalho é criticado pelo Damiani. “O Edu nunca acompanhou a base. Em sete meses lá, disse que a gente (ele e Micale) não servia. Tudo bem, não servíamos, mas aí não entra ninguém? Que tipo de embasamento é esse?”. Erasmo ainda questiona a forma de gestão em vigência.

Edu Gaspas respondeu divulgando uma nota. “Podemos falar de projeção futura também, mas preferimos pensar em ciclos, assim como pensamos o planejamento da Seleção principal. É uma metodologia que dá resultado. Hoje, o que temos de concreto é o Mundial Sub-17 (outubro) e o Sul-Americano Sub-15 (novembro)“, afirma.

De acordo com Rogerio Micale, o futebol brasileiro segue no improviso e ainda esta na dependência do menino que cresce jogando futebol no asfalto, no entanto ele afirmou que até isso esta se desgastando, pois as crianças atualmente possuem mais opções de entretenimento.