Sergio Cortes noticia sobre a síndrome da dor fêmoropatelar

Essa é uma condição que acontece principalmente na região da patela e do fêmur. A Síndrome da Dor Fêmoropatelar (SDFP) ocorre em função de um desequilíbrio biomecânico na articulação do joelho, especificamente na articulação que se encontra entre o fêmur e a patela, informa o ortopedista Sergio Cortes. A síndrome atinge cerca de 25% da população, e é mais comum em mulheres que tenham hábitos sedentários e também em pessoas que praticam treinamentos de nível elevado.

Os especialistas ainda não conseguiram definir qual é a origem exata da doença, mas no geral, ela surge devido a um desgaste, sobrecarga ou impacto nos joelhos, ou seja, fatores que contribuem para o desequilíbrio da patela. São várias as causas que podem estar ligadas ao aparecimento da Síndrome da Dor Fêmoropatelar, como por exemplo, uma largura grande da região pélvica, joelho valgo, patela alta, falta de força nos músculos do quadril e da coxa, entre outros.

Ao dobrarmos o joelho, ocorre um aumento da pressão feita entre a patela e os diversos pontos de contato com o fêmur. Ao usar excessivamente o joelho, a pressão nesse local acaba sendo intensificada, o que promove um desgaste gradual, noticia Sergio Cortes. Por outro lado, a síndrome da dor fêmoropatelar também pode aparecer nas pessoas sedentárias nos casos em que existe uma sobrecarga ou quando o impacto do peso da própria pessoa é grande, o que aumenta as dores e agrava essa condição em si.

Entre os sintomas, o mais comum é a dor no joelho, que acontece entre a patela e o fêmur. Essa dor pode ser sentida também na parte anterior do joelho e na região de trás da coxa. Os indivíduos que desenvolvem a Síndrome da Dor Fêmoropatelar irão sentir as dores se agravarem ao subirem e descerem escadas, ao abaixar e saltar, e também ao permanecer sentado por muito tempo, como por exemplo, durante o período de duração de uma sessão de cinema.

Outros sintomas causados por essa condição são estalos ao andar ou correr e uma sensação de peso dentro da articulação. Caso a doença não seja tratada desde o início, o problema pode acabar evoluindo para uma rigidez e limitações articulares, reporta o ortopedista Sergio Cortes.

Exames físicos devem ser realizados com um médico ou fisioterapeuta especializado com o objetivo de avaliar as prováveis insuficiências da região, que acometem as estruturas articulares, além de testar os fatores que afetam a força e o alinhamento da articulação. O diagnóstico diferencial precisa ser feito para distinguir a síndrome de outras condições similares, como a tendinite e a condromalácia patelar.

O tratamento precisa ser definido a partir do que causa a dor no joelho, sendo na maioria dos casos conservador e baseado nas técnicas de Fisioterapia, informa Sergio Cortes. Para aliviar a dor, a Eletrotermofototerapia, que consiste no laser, gelo e terapia combinada, pode ser utilizada.

Esse tratamento tem como objetivo melhorar o deslizamento da patela sobre o sulco troclear no fêmur, e utiliza exercícios de fortalecimento dos músculos e correção biomecânica, noticia o ortopedista Sergio Cortes.

 

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