Ministérios estudam mudanças no Fies que estarão em vigor em 2018

O Fies – Fundo de Financiamento Estudantil, irá passar pelo chamado CG-Fies – Comitê Gestor do Fies, com o objetivo de modificar, estabelecer e formular todas as novas políticas que envolvem a forma, o tempo, os valores e o público sujeitos ao financiamento.

A previsão é de que uma nova sistemática inclua três novas modalidades do programa de financiamentos. O anúncio oficial foi feito pelo MEC – Ministério da Educação, e foi lançado no Diário Oficial da União no dia 20 de setembro de 2017.

Esse comitê terá a missão de estabelecer como será a partir de 2018 as regras de cada modalidade do Fies, como será estabelecido os parâmetros para o financiamento, quais serão os devidos requisitos para aderir ao programa, quais serão as instituições de ensino no país que farão parte do programa e o limite liberado de crédito.

O comitê é abrangente para que todos esses pontos não entrem em divergência com outros ministérios, portanto, os ministérios da Educação, do Planejamento, Casa Civil e da Fazenda, irão compor os membros do comitê para fazer uma análise fidedigna dos novos propósitos estabelecidos.

Outros especialistas também participaram dessas questões e poderão estar presentes na reunião, porém, sem direito a um voto eletivo. Segundo Felipe Sartori Sigollo, secretário-executivo adjunto do Ministério da Educação, diz que o esperado é que aconteça um fortalecimento de todas as questões que envolvem o Fies no Brasil.

“Para não deixar o programa ao sabor de um ou outro gestor que, bem-intencionado ou não, acabe colocando em risco toda uma política pública de longo prazo”, diz o secretário.

Dentre os modelos que irão acontecer em 2018, o primeiro terá taxa zero de juros, que será atrelado a inflação no país, e contará com 100 vagas disponíveis a partir de 2018. O segundo modelo é conhecido como modelo Regional, oferecerá vagas nas regiões: Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Serão disponibilizadas 150 mil vagas com taxa de juros de 3%. A terceira modalidade contará com o BNDES, pois a capitação de recursos junto ao banco de fomento poderá ser contratada por estudantes que comprovem uma renda de no mínimo 5 salários per capita.