Legisladores do Texas defendem medida anti-vacinação nos Estados Unidos

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Um debate sobre o projeto de lei no Texas, Estados Unidos, sobre melhorias nos cuidados a filhos adotivos, rapidamente terminou em uma discussão acalorada sobre a vacinação, com um dos legisladores e com a maioria dos conservadores do estado dizendo que vacinas não são importantes para a saúde pública

As forças anti-vacinação finalmente ganharam, votando para impedir que os médicos vacinassem crianças adotivas durante os exames iniciais. Quando um republicano tentou obter uma isenção para a vacina contra o papilomavírus humano, os ânimos explodiram.

O voto significou uma grande vitória para a crescente influência da pequena, mas bem financiada multidão anti-vacinação no Texas, disse um observador político. O professor de ciência política da Universidade Rice, Mark Jones, revelou: “As forças anti-vacinação são um pequeno grupo que detém uma posição excepcionalmente minoritária sobre a eficácia das vacinas, mas está influenciando a política pública”.

O debate ocorreu depois que o deputado Gene Wu, apresentou um projeto de lei para reformar o sistema estadual de acolhimento. Wu parecia surpreso quando os conservadores o questionaram sobre uma disposição que exigia que os filhos adotivos fossem examinados prontamente pelos médicos para determinar se eles haviam sido abusados, negligenciados ou abandonados. “É sua intenção legislativa permitir que eles apliquem vacinas para isso?”, perguntou o deputado Tony Tinderholt.

“Minha intenção legislativa é permitir que os médicos tomem decisões que considerem medicamente necessárias”, disse Wu.

O deputado Bill Zedler, vice-presidente do UFC, introduziu uma emenda para evitar que os médicos ofereçam vacinas para crianças durante os exames, dizendo que a medida “protegeria as crianças de procedimentos médicos que não são pertinentes às suas necessidades médicas imediatas.”

Ele disse que o Estado não deve anular os direitos dos pais em tais casos. Logo, ele foi questionado por Tinderholt – uma disputa entre dois dos conservadores mais firmes do estado. “Se sua emenda não for aprovada, isso poderia ser perigoso para algumas dessas crianças?” Tinderholt perguntou.

As perguntas terminaram quando o deputado Armando Walle, pegou o microfone. Ele questionou os motivos de Zedler e se perguntou por que ele estava injetando um debate sobre a vacina em um projeto de lei sobre a reforma dos serviços infantis.

“Você concordaria que a vacinação é importante para a saúde pública – para a saúde pública em geral?”, perguntou Walle.

“Não, eu não concordaria com isso”, respondeu Zedler.

Walle rebateu: “Então você não acha que as vacinações são importantes?”

“A vacinação é apenas para uma criança”, disse Zedler.

Walle interrompeu: “Mas a vacinação não é apenas para proteger uma criança, obviamente, mas também para proteger o público da propagação de doenças que podem ser fatais.

Autoridades de saúde pública têm enfatizado que vacinas têm evitado 6 milhões de mortes a cada ano em todo o mundo e mudaram fundamentalmente a medicina moderna. Mesmo com todos esses dados, Walle e Zedler continuaram trocando farpas até o final do evento.