Luiz Carlos Trabuco Cappi, líder do Bradesco, informa motivos para se reformar a previdência

Algumas razões para se dar início à reforma previdenciária no país foram o tema de uma entrevista concedida por Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, à revista Valor. Conforme o executivo, trata-se de uma das mais necessárias reformas a que o Brasil deve se submeter nos próximos tempos. O processo de adequação da população aos possíveis novos ditames da previdência deve ser realizado a médio prazo, já que é imprescindível que outros segmentos estejam atuando em consonância com a nova realidade, pontua o líder da instituição bancária.

Embora acredite na urgência que a reforma em questão tem para o cenário nacional, Luiz Carlos Trabuco Cappi ressaltou na entrevista que o governo será capaz de escolher o momento mais indicado para a sua realização. Ele, no entanto, arrisca em dizer que talvez isso ocorra até mesmo antes de que o período eleitoral de 2018 seja iniciado. Realizada em 2017, a entrevista trouxe a consideração do executivo acerca da inviabilidade de se reformar a previdência ainda naquele ano, já que o líder do Bradesco considerava muito precipitada que uma reforma dessa dimensão entrasse em operação tão rapidamente.

Cenários além da própria previdência foram apontados pelo executivo como passíveis de serem prejudicados se a previdência não sofresse qualquer alteração em seus mecanismos de operação. Luiz Carlos Trabuco Cappi assinalou que a degeneração fiscal é um dos maiores temores por parte de gestores de instituições espalhadas pelo país. Além disso, o presidente da organização salientou que as pessoas mais jovens poderiam ter suas aposentadorias duramente comprometidas, algo que seria capaz de dar início até mesmo a uma espécie de conflito entre gerações diferentes.

Com o anúncio da reforma previdenciária, o executivo destacou que o segmento que cuida de instituições financeiras pôde perceber uma grande melhora no quadro de serviços procurados. Com destaque para os produtos ofertados pela rede bancária, houve uma crescente retomada de crédito no país. Tal comportamento dos consumidores, conforme esclarece o presidente da corporação, ocorre logo após haver o retorno da confiança sobre o setor. Estagnado há cerca de dois anos, o índice que calcula a contratação de capital de giro também sofreu aumento nos últimos meses, ressalta o gestor do banco.

Apesar da reforma da previdência ter movimentado positivamente a economia nacional, o executivo enfatiza que um outro acontecimento colaborou para o recente fortalecimento econômico do país. Luiz Carlos Trabuco Cappi refere-se à Agenda BC+, onde o Banco Central e o SFN (Sistema Financeiro Nacional) prestam contas à população de todas as atividades que irão realizar ao longo do ano. O objetivo da realização é cuidar para que a transparência das ações de tais instituições governamentais seja mantida, de forma que a iniciativa poderá ser benéfica ao país.

Apesar da saúde fiscal do Brasil mostrar-se um pouco instável em virtude da previsão de aumento de juros, expectativa esta que poderá ocorrer nos três próximos anos, o executivo explica que a economia poderá crescer futuramente. Luiz Carlos Trabuco Cappi aponta para uma melhora das condições de caráter econômico em face de um equilíbrio nas contas previdenciárias.