Leitores eletrônicos demonstram desempenho abaixo das expectativas

Quando foi lançado o e-reader parecia que iria substituir o livro físico, um dos maiores receios do ramo gráfico, no entanto, o desempenho dos leitores digitais não foram tão devastadores quanto se esperava, o livro em papel físico não foi deixado de lado e muito menos as suas vendas.

Há dez anos atrás o Kindle foi lançado pela Amazon, o aparelho prometia uma leitura digital mais agradável e mais portátil, o que iria garantir diferentes livros em um mesmo aparelho.

Apesar dos benefícios de um e-book, as vendas não demonstram uma perspectiva promissora, os e-readers não são tão presentes na leitura quanto o esperado. Desde o ano de 2007 foram mais de 131 milhões de aparelhos que foram comprados, depois do ápice de venda em 2011 houve uma queda gradual.

Se considerado o cenário nacional, os índices são muito baixos. Somente 76,2 mil e-readers foram comprados no ano de 2010, considerando que essa época está relacionada com o início das vendas. No melhor ano foram vendidas 16,2 mil unidades do dispositivo, em 2015. Estima-se que o número de aparelhos vendidos no Brasil em cinco anos seja menos de 10 mil.

Acompanhando a tendência, os e-books, livros virtuais que são a razão da existências dos e-readers, representam um número baixo das vendas das editoras no Brasil, em 2016 representaram 1,09% da receita. A quantidade total de e-books vendidos foram de 2,75 milhões em 2016, enquanto os livros de papel tiveram 39,4 milhões.

De acordo com o professor de Thiago Salla, o livro físico tem um atrativo maior que um e-book por ter qualidade mais relacionada a arte e aspectos que chamam a atenção pelos sentidos como tato e visão. Isso explica porque as expectativas em relação aos e-readers lançados no mercado como o Kindle, da Amazon, o Lev, da Saraiva e o Kobo da Rakuten não apresentaram os resultados esperados.

O custo de um e-reader não é barato, o que desestimula a compra dos aparelhos. Poucas pessoas querem pagar para ler em um dispositivo usado poucas vezes, o que acaba reduzindo o público-alvo, considerando que a média de leitura é quatro livros por ano no Brasil.