Ministro Sarney Filho revela que desmatamento na Amazônia teve queda de 16%

O Ministério do Meio Ambiente divulgou recentemente que o Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, identificou que houve uma redução de 16% no desmatamento na Amazônia no período entre agosto do ano passado a julho deste ano. Segundo o ministro Sarney Filho, do Meio Ambiente, o mesmo período analisado no ano passado (que vai de agosto de 2015 a julho de 2016), registrou uma alta no total de área desmatada na Amazônia. Contudo, a atual queda registrada pode ser vista como um resultado das ações feitas pelo governo, segundo Sarney Filho.

Mesmo que a queda tenha sido registrada pelo Inpe, o total de área desmatada neste ano ainda é muito grande, foram 6.624 quilômetros quadrados desmatados, sendo a maior parte dessa área no Pará e no Mato Grosso, que somaram 2.413 km² e 1.341 km², respectivamente. Já no período que vai de agosto de 2015 até julho do ano passado, o desmatamento total foi de 7.893 km².

Além desses dois estados que contribuíram para as áreas desmatadas na Amazônia, os estados do Amazonas, Acre, Amapá, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins, compõem a Amazônia Legal.

Em um pronunciamento sobre os novos dados coletados pelo Inpe, o ministro do Meio Ambiente disse que o governo foi fortemente caluniado com afirmações de que esforços para conservação da Amazônia teriam sido reduzidos. Segundo Sarney Filho, o governo tem trabalhado com uma realidade diferente onde aumentou as unidades de conservação da floresta. O ministro disse: “Hoje podemos dizer com certeza que não houve nem um retrocesso no que diz respeito à área ambiental na Amazônia”.

O mapeamento realizado pelo Inpe conta com imagens feitas pelo satélite Landsat ou ainda similares para que as áreas desmatadas possam ser registradas e calculadas. As áreas consideradas desmatadas pelo Inpe são aquelas em que a floresta primária foi completamente removida, sem considerar a finalidade dessas áreas no futuro.

Ainda no pronunciamento dos dados, o ministro elogiou o governo federal por ter mantido o Renca – Reserva Nacional do Cobre e Associados. Até pouco tempo, o governo estudava extinguir toda a área do Renca, que compõe a reserva ambiental de minério. Contudo, o decreto foi revogado pelo governo após receber fortes críticas de entidades e ambientalistas que pediram a preservação da reserva mineral.