Psicóloga diz que rivalidade entre irmãos contribui para habilidades no futuro

Embora os pais fiquem enlouquecidos com as brigas entre os filhos, um número cada vez maior de autoridades em saúde explicam que o fato deve ser estimulado para que as crianças possam desenvolver habilidades essenciais na vida adulta. Contudo, nem toda briga entre irmãos é saudável, mas algumas desavenças entre eles podem contribuir significativamente para trazer vantagens na vida adulta.

A americana Linda Blair, que é psicóloga infantil, explica que a competitividade que ocorre dentro do núcleo familiar funciona como um treinamento para que a criança saiba se impor na vida adulta. Sendo assim, esse é um momento que as crianças podem explorar para exercitarem certas habilidades, como a empatia, a negociação diplomática e ainda a liderança.

A psicóloga afirmou sobre o caso: “Devemos aplaudir em vez de ficar bravos quando crianças demonstram diferenças entre si, porque é a oportunidade ideal para lhes ensinar algo”. Blair que acabou de lançar seu livro sobre o assunto, “Siblings” (que pode ser traduzido para Irmão em português), explicou que os irmãos devem notar desde sempre que há diferenças entre as pessoas, tanto fisicamente quanto em outras questões, como o intelecto, o emocional e a opinião que cada um tem.

Além disso, a psicóloga aconselha que os pais não julguem o comportamento dos filhos e realizem atividades que incentive as diferenças entre os dois. Ela confirma que: “Vai levar mais tempo, mas será mais eficiente no longo prazo”.

A psicóloga ainda incentiva os pais: “Peça que cada um conte ao outro sua queixa. E, a partir da idade que forem capazes de entender (crianças de dois ou três anos provavelmente não serão), diga: ‘agora quero que você se coloque no lugar do seu irmão. Como você acha que ele está se sentindo?'”.

Blair diz que os pais devem ter paciência e perseverar: “Ainda que, inicialmente, eles não consigam fazer bem esse exercício, vão melhorar com o tempo e aprenderão a coisa mais valiosa de todas, que é a empatia. É uma ferramenta tão poderosa que os pais vão conseguir contornar a briga de um modo que as crianças se sentirão bem”.

 

Ministro Sarney Filho revela que desmatamento na Amazônia teve queda de 16%

O Ministério do Meio Ambiente divulgou recentemente que o Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, identificou que houve uma redução de 16% no desmatamento na Amazônia no período entre agosto do ano passado a julho deste ano. Segundo o ministro Sarney Filho, do Meio Ambiente, o mesmo período analisado no ano passado (que vai de agosto de 2015 a julho de 2016), registrou uma alta no total de área desmatada na Amazônia. Contudo, a atual queda registrada pode ser vista como um resultado das ações feitas pelo governo, segundo Sarney Filho.

Mesmo que a queda tenha sido registrada pelo Inpe, o total de área desmatada neste ano ainda é muito grande, foram 6.624 quilômetros quadrados desmatados, sendo a maior parte dessa área no Pará e no Mato Grosso, que somaram 2.413 km² e 1.341 km², respectivamente. Já no período que vai de agosto de 2015 até julho do ano passado, o desmatamento total foi de 7.893 km².

Além desses dois estados que contribuíram para as áreas desmatadas na Amazônia, os estados do Amazonas, Acre, Amapá, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins, compõem a Amazônia Legal.

Em um pronunciamento sobre os novos dados coletados pelo Inpe, o ministro do Meio Ambiente disse que o governo foi fortemente caluniado com afirmações de que esforços para conservação da Amazônia teriam sido reduzidos. Segundo Sarney Filho, o governo tem trabalhado com uma realidade diferente onde aumentou as unidades de conservação da floresta. O ministro disse: “Hoje podemos dizer com certeza que não houve nem um retrocesso no que diz respeito à área ambiental na Amazônia”.

O mapeamento realizado pelo Inpe conta com imagens feitas pelo satélite Landsat ou ainda similares para que as áreas desmatadas possam ser registradas e calculadas. As áreas consideradas desmatadas pelo Inpe são aquelas em que a floresta primária foi completamente removida, sem considerar a finalidade dessas áreas no futuro.

Ainda no pronunciamento dos dados, o ministro elogiou o governo federal por ter mantido o Renca – Reserva Nacional do Cobre e Associados. Até pouco tempo, o governo estudava extinguir toda a área do Renca, que compõe a reserva ambiental de minério. Contudo, o decreto foi revogado pelo governo após receber fortes críticas de entidades e ambientalistas que pediram a preservação da reserva mineral.

 

Erradicação da hepatite no Brasil têm prazo estipulado até 2030

O país anuncia o Plano Nacional para Eliminar a Hepatite C até o ano de 2030 com a oferta de tratar todos. As expectativas são de tratar 657 mil pessoas nos próximos anos, de acordo com a meta apresentada na Cúpula Mundial de Hepatites 2017, pelo Ministro da Saúde Ricardo Barros. A World Hepatitis Summit, realizada em São Paulo, reuniu ministros, especialistas e ONGs relacionadas a Saúde para debater a eliminação da hepatite viral no mundo todo.

O Ministro destacou que o projeto de acabar com a hepatite C no país já está em andamento e o país é o primeiro a colocar em prática a proposta que é discutida no mundo todo. No país temos 155 mil pacientes com a doença e mais da metade está tratando ou já tratou a doença. O Ministro também disse que pretende aumentar os testes e diagnósticos da doença com a expectativa de distribuição de 12 milhões de testes em 2018, o dobro dos distribuídos em 2017.

Apesar da estimativa de tratamento ser de 657 mil pessoas, esse número ainda é a metade da meta anterior, que era de 1,6 milhões de casos devido à revisão do número, com a colaboração do Observatório Polaris, da Fundação Center for Disease Analysis, nos Estados Unidos, com a parceria da Organização Pan-Americana da Saúde. O objetivo do Ministério da Saúde é o tratamento de todos os pacientes com diagnóstico da doença, além de incentivar novos para os próximos testes.

As regras atuais permitem o tratamento pelo SUS de casos mais graves da doença, ou seja, as fases 2,3 e 4, dos pacientes com coinfecção pelo HIV e os com comorbidades, tais como doenças renais crônicas e manifestações extra-hepáticas, No Plano de eliminação. Todos os pacientes que tiverem o diagnóstico da doença confirmados, poderão ser atendidos, independente do comprometimento do fígado, a partir do ano que vem. A prioridade será dos pacientes com mais gravidades.

O Ministério da Saúde planeja comprar o tratamento em si e não dos medicamentos, com um preço máximo de 3 mil dólares por tratamento, um valor que chega a metade do gasto atualmente. Os dados da doença de cada município podem ser acompanhadas pelo site indicadoreshepatites.aids.gov.br, que dá as informações de acordo com o município, raça, cor, idade e sexo.

 

Organização Mundial do Turismo apoiará o Brasil em certificações e capacitações

Em reunião, representantes do Ministério do Turismo e da Organização Mundial do Turismo, fizeram negociações para aderir a programas oferecidos pela Fundação Themis, de educação e treinamento profissional. O programa se trata de um avanço da Organização que apoia os estados que são membros para obterem aplicação de políticas públicas e planos de formação relacionados a melhoria, competitividade e sustentabilidade da área. O desenvolvimento e fortalecimento de capacidades técnicas e também o compartilhamento de conhecimento são os principais objetivos.

O secretário executivo do ministério, Alberto Alves, destacou essa como uma oportunidade de trabalho em sinergia com a Organização Mundial do Turismo, em busca de avanços no segmento.  “Podemos caminhar junto na capacitação profissional que é essencial no setor, e a Organização tem uma expertise para compartilhar com a gente”, disse Alves.

Serão três pontos envolvidos na capacitação de servidores, como a certificação de universidades que dispõe de cursos na área e também os órgãos oficiais do ramo. O Brasil poderá definir e indicar à Organização Mundial do Turismo os destinos que serão prioridades no desenvolvimento do processo de orientação.

A iniciativa colabora nas ações desenvolvidas pelo Ministério do Turismo, frisou a secretária nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Teté Bezerra. A secretária diz que a maior preocupação é a inclusão do turismo na agenda econômica e política, a qualificação profissional também está envolvida no Brasil + Turismo.

Algumas ações parecidas já vêm sendo promovidas em países como a Argentina e o Paraguai, e o Brasil servirá de exemplo, ressalta a agente da OMT, Marcela Pimenta. Ela diz que a Fundação e a OMT entenderam que o país é importante no turismo e esse trabalho será uma referência a países que falam a língua portuguesa.

Uma Câmara Temática do Conselho Nacional de Turismo, atualmente discute o texto preliminar da política Nacional de Qualificação no Turismo. O documento contém as diretrizes de informação de jovens e adultos, resultado de um trabalho em conjunto com a Universidade de Brasília submetido a consulta pública.

Pesquisas e seminários realizados em diversos estados envolvendo as propostas, contou com especialistas de 9 instituições públicas de ensino. As prioridades definidas fazem parte do Brasil + Turismo, que é um plano do governo federal para o desenvolvimento do setor.