Projeto de lei quer proibir veículos a diesel a partir de 2025 em São Paulo

Com o intuito de diminuir a poluição atmosférica, o vereador do PT, Antonio Donato, sugeriu através de um projeto de lei a proibição da circulação de veículos que utilizam o diesel como combustível a partir do ano de 2025 dentro da cidade de São Paulo. O Projeto de Lei 643/2017 prevê que a circulação desses veículos seja proibida a partir de 2025 em toda a cidade de São Paulo, sendo o primeiro projeto lançado para proibir a circulação de um determinado veículo movido a combustível fóssil.

Além disso, o projeto de lei criado pelo vereador também prevê uma restrição da venda desse combustível a partir de 2020 como uma medida de diminuir a circulação desse tipo de veículo de uma forma gradativa. Essas medidas apontadas pelo vereador no projeto de lei tem como objetivo diminuir gradativamente a emissão de poluentes causados pelo diesel na cidade paulistana.

O projeto foi criado com embasamento em diversos estudos realizados na cidade de São Paulo, onde dados apontaram para a morte de até 4 mil pessoas anualmente na cidade paulistana em decorrência da poluição atmosférica.

Além dos estudos realizados na cidade de São Paulo, diversos outros estudos no mundo todo já comprovaram que milhões de pessoas morrem no mundo todos os anos em decorrência da poluição do ar, sem contar as mortes prematuras que são causadas por esse problema.

Embora as mortes sejam o pior registro sobre os efeitos causados pela poluição do ar, há ainda dados a serem considerados sobre o aumento de doenças em relação aos poluentes do ar. Dentre essas doenças estão as doenças respiratórias, que são as principais doenças causadas pelo ar poluído.

O vereador apontou que atualmente, as frotas de veículos que atuam na cidade de São Paulo são em grande maioria movidas a etanol e gasolina. Contudo, Donato ainda afirma em seu discurso a favor do projeto de lei que a circulação de veículos movidos a diesel na cidade é responsável por grande parte da poluição do ar na região.

Donato ainda explicou que a capital paulista é um importante intermediário de caminhões, que são movidos em grande maioria a diesel. Sem contar as frotas de ônibus da cidade, que são predominantemente movidos a diesel.

O projeto ainda deverá receber aprovação da Câmara dos Deputados para então ser sancionado pelo prefeito João Doria.