Telecom Itália esclarece o porquê da Vivendi assumir a direção da TIM

Para a surpresa de muitos, ao redor do mundo, principalmente para aqueles interessados pelo setor da telefonia, foi então divulgado, numa sexta-feira, mais precisamente, no dia 4 de agosto deste ano, 2017, e por meio de um documento da Telecom Itália, que a Vivendi assumiu o controle da TIM. Foi nessa mesma nota em que se esclareceu que há um projeto com o fim de “reforçar a diretoria”, após a chegada tanto de Amos Genish quanto da joint venture com o Canal Plus, uma proposta, diga-se de passagem, feita pelo próprio Arnaud de Puyfontaine, o CEO da TIM, enquanto, ao mesmo tempo, também CEO da Vivendi. Segundo o que foi divulgado, inclusive, que esses fatos terminaram por determinar, ao menos em parte, essa referida “tomada de controle”, tratando-se, é claro, do início das atividades, seja de direção ou seja de coordenação. E isso, vale lembrar, por parte da Vivendi, é claro.

Além do que já foi dito, também destaca-se, nessa nota divulgada pela Telecom Italia, aquelas informações que foram transmitidas da empresa à Comissão Nacional de Sociedades e Bolsas, mais conhecida por ‘Consob’. Para quem não sabe, trata-se da comissão que controla a Bolsa de Valores. E dada tamanha importância, é que foi cobrado da TIM, por essas mesma Consob, via solicitação, uma necessária integração dos comunicados de imprensa que haviam sido divulgados tanto no dia 24 quanto no dia 27 de julho deste mesmo ano de que tratamos, 2017. Além disso, também seria imprescindível precisar, quanto à já ocorrida tomada de ação, pela Vivendi, das atividades de dirigência e também de coordenamento sobre a sociedade, não só o “quando”, mas também o “como”, ou seja, de que modo ocorreu de fato.

Ademais, após uma solicitação, ainda da Consob, só que de esclarecimentos a respeito das motivações que levaram à saída de Flavio Cattaneo, o ex-CEO, ficou então claro, nessa nota, que isso ocorreu por conta da vinda de Amos Genish. Segundo a mesma, foi “em vista dos próximos desafios”, que haveriam de ser, obviamente, enfrentados, que ficou clara uma realidade com “posições não convergentes”, após diálogo envolvendo a possibilidade de que evoluísse a organização de controle dessa empresa.