Estudantes brasileiros participam de um projeto oficial da NASA para moradias na Lua

“Um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade”, foi esta frase dita para Neil Armstrong quando ele pisou na Lua no dia 20 de Julho de 1969. Na época muita gente não acreditou. 48 anos depois a NASA investe em um projeto para criar um condomínio na Lua, e estudantes brasileiros de Sorocaba, no interior de São Paulo, participam desse próximo passo.

Do primeiro passo na Lua em 1969 vamos pular para 2025, quando os astronautas poderão morar no maravilhoso satélite natural do planeta Terra. Esse projeto de habitações lunares foi criado para a NASA por estudantes de engenharia e de jogos digitais da faculdade Profª Heloisa Wey Beldi, em Sorocaba.

As casas são como as nossas, tem sala, quarto, cozinha, banheiro e até alguns luxos, como uma sala de ginástica. Também por conta da diferença de pressão, as habitações onde podem viver até 4 astronautas, são semelhantes a um iglu, isso é para evitar o surgimento de rachaduras nas paredes. Elas também foram pensadas para resistir a intemperes.

“Lá por exemplo, nós temos um problema muito grande com chuvas de meteoros, então imagina se de repente um meteoro atinge um módulo, imediatamente ele tem que ser isolado, pois ele pode pegar fogo, pode se destruir e ele não pode comprometer o restante”, diz a coordenadora do Projeto, Andréia Braga.

O grupo Brasileiro é o único da América Latina a participar do projeto da NASA, que reuni 14 equipes de universidades de 8 países diferentes. Os alunos desta instituição em Sorocaba, também são os únicos que ainda cursam a graduação, todos os outros participantes são pelo menos mestres ou doutores.

Para esses jovens, o projeto das habitações lunares abriu um caminho para muitos sonhos sobre o futuro:

“Eu gostaria muito de trabalhar na NASA e quem sabe ver essa casa realmente construída lá na Lua, e quem sabe um dia visitá-la, por que não? Isso seria a realização de um grande sonho”, diz o estudante de Engenharia de Computação/Facens, Daniel Braga. “Tudo isso que nós estamos fazendo é um meio caminho para poder chegar em Marte. Então eles não falaram abertamente, mas eles deixaram escapar que a próxima missão seja em Marte”, diz Andréia.

“Nós não estamos mais limitados a superfície do planeta Terra, a humanidade subitamente contemplou durante milhares de anos o céu e o espaço, e agora nós podemos ir a outros astros. Na minha opinião esse é o grande passo que a humanidade deu no seu processo evolutivo”, diz o professor de Astrofísica IAG/USP, Rodrigo Nemmen.

“O projeto Apolo foi mobilizado nos anos 60 por conta de uma corrida espacial entre russos e americanos, mas o que ele deixa pra nós, além de todo o conhecimento, as amostras coletadas, ele deixa uma prova de princípio de qe o ser humano pode mesmo sair da Terra e possivelmente, morar fora da Terra”, diz o jornalista e escritor, Salvador Nogueira.