Agência americana pretende melhorar aprendizagem humana

A tecnologia está cada vez mais apresentado soluções e progressos que faz o ser-humano ter a facilidade que precisa para cumprir diversas tarefas no dia-a-dia. Entre os diversos recursos disponíveis no mercado surgem novas possibilidades de atender de uma forma surpreendente e eficaz diferentes aspectos da vida, que podem ser melhorados ao mesmo tempo que rompem com os tradicionais modelos adotados para uma alguma tarefa.

A DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency), é uma agência do governo dos Estados Unidos criada por militares e pesquisadores que pretende desvendar funções do cérebro humano para gerar uma aprendizagem mais rápida. De acordo com o novo projeto da agência o objetivo é ativar a “plasticidade sináptica” para melhorar as habilidades cognitivas.

De acordo com pesquisas que foram recentemente realizadas, a estimulação de nervos periféricos dos quais sinais entre cérebro, medula espinhal e o rosto são enviados entre si, podem ajudar o aprendizado de uma pessoa através da ativação de produtos neuroquímicos que têm a capacidade de reorganizar as conexões que são realizadas no cérebro.

Existe um financiamento da DARPA de oito diferentes pesquisas que está dentro do programa de Treinamento de Neuroplasticidade. Entre os objetivos para a aceleração do processo de aprendizado está aprender uma língua rapidamente, caso isso seja possível, essa técnica será utilizada em militares.

O estudo da biologia básica pela agência visa estimular o cérebro para que sejam melhoradas as habilidades de origem neural, dessa forma pretende-se facilitar e agilizar a aprendizagem através de uma potencialização das conexões neurológicas.

Como o cérebro humano é complexo, cada parte do estudo terá uma atenção especializada, na Universidade Johns Hopkins o ramo da pesquisa será a fala e a audição. Haverá uma pesquisa que deverá identificar se através do nervo vago será possível trazer o aprendizado de uma língua de uma maneira mais rápida. Uma equipe na Universidade da Flórida terá como foco estudar o nervo vago e o seu impacto em aspectos como a percepção, a função executiva, a tomada de decisão e a navegação espacial em roedores. Na Universidade do Arizona o estudo terá como base a análise do estímulo do nervo trigêmeo e a verificação de como ele pode influenciar em funções visuais, sensoriais e motoras, também serão estudadas outras características que estão relacionadas com a inteligência e tomada de decisões.

Atualmente existem diversos produtos que prometem um melhor desempenho da atividade cerebral, no entanto, não está provado a eficácia desses produtos e nem a forma como eles atuam no cérebro, por isso, a DARPA pretende verificar as reações que são causadas com estimulantes cerebrais, a comprovação e a eficiência de sua utilização. Até o momento, o conhecimento que a DARPA possui é considerado pouco para trazer todos os resultados que são buscados pela pesquisa.

 

O ventre de “saco de plástico” pode ajudar a manter os bebês prematuros vivos

Um ventre artificial que se assemelha a um saco plástico tem sido usado para manter os cordeiros prematuros vivos por quatro semanas fora do ventre de suas próprias mães e poderia um dia ser aplicada a bebês prematuros.

O saco selado, feito de polietileno, contém líquido amniótico para fornecer todos os nutrientes e proteção necessária para o crescimento e uma interface de fornecimento de oxigênio, assim como um cordão umbilical, e trocar gases como uma placenta. O sistema funciona para imitar o ambiente de um útero natural, e a equipe espera um dia adaptar a tecnologia para uso com bebês prematuros.

“Desenvolvemos um sistema que, o mais próximo possível, reproduz o ambiente do útero e substitui a função da placenta”, disse o Dr. Alan Flake, cirurgião fetal e diretor do Centro de Pesquisa Fetal do Centro de Fetal Diagnóstico e Tratamento no Children’s Hospital de Filadélfia, que liderou a pesquisa. “Isso, em teoria, deve permitir o apoio de bebês prematuros”, disse ele, acrescentando que o objetivo da equipe é “atender às necessidades não satisfeitas de extrema prematuridade”.

Um em 10 nascimentos nos EUA é prematuro (idade gestacional menor que 37 semanas), de acordo com a equipe. E cerca de 30.000 por ano são criticamente prematuros, o que significa que eles nascem com menos de 26 semanas. O período médio de gestação humana é de 40 semanas.

Flake acrescenta que esse nível de prematuridade extrema é a principal causa de mortalidade e morbidade infantil nos Estados Unidos, representando um terço de todas as mortes infantis e metade de todos os casos de paralisia cerebral atribuídos à prematuridade.

O Colégio Real de Obstetras e Ginecologistas no Reino Unido também relata a sobrevida pobre de bebês nascidos em gestações abaixo de 24 semanas, apesar de grande progresso no cuidado neonatal.

Globalmente, mais de uma em cada 10 gravidezes terminará em parto prematuro. Em bebês nascidos prematuros, a chance de sobrevivência em menos de 23 semanas é quase zero, enquanto às 23 semanas é de 15%, em 24 semanas 55% e em 25 semanas cerca de 80%, de acordo com pesquisa britânica materno e fetal de investigação “Tommy’s”.

A equipe de Flake espera que seu novo sistema possa melhorar as taxas de sobrevivência neste grupo de bebês no futuro, mas reconhece que levará, pelo menos, uma década.

Como funciona?

Para mostrar o potencial de seu sistema, a equipe trabalhou com cinco cordeiros prematuros com idades de 105 a 111 dias, uma vez que são semelhantes ao desenvolvimento de um feto humano às 23 semanas, disse Flake. Eles também usaram três cordeiros que eram ligeiramente mais maduros, idade 115 a 120 dias. “Nós mantemos esses cordeiros de forma muito estável por até quatro semanas”, disse ele.

O sistema foi composto de alguns fatores principais para manter o desenvolvimento estável: um sistema circulatório, um ambiente fechado fluido e uso do próprio coração do feto para bombear o sangue ao redor do sistema, e não uma bomba externa.

Tudo funciona em conjunto, de modo que o sangue flui para o feto, através de uma interface de troca gasosa semelhante ao que ocorreria através de uma placenta, enquanto o feto permanece em um ambiente fluido e estável.

“Fluido é muito importante em termos de desenvolvimento de pulmão fetal”, disse Flake. Ele também ajuda a isolar e proteger um feto de infecção e mantém a temperatura, pressão e luz. “Ele troca continuamente fluido amniótico … da mesma forma que o líquido amniótico é trocado no útero”, disse ele em uma conferência de imprensa.

E os esforços da equipe foram bem-sucedidos, com os cordeiros mostrando circulação normal, pressão arterial, processamento metabólico, crescimento, desenvolvimento pulmonar e desenvolvimento cerebral após quatro semanas dentro do útero artificial.

“Todos os parâmetros que medimos no sistema de cordeiro fetal pareciam normais. Nossa intenção é dar apoio aos bebês prematuros naquela faixa muito precoce”, disse Flake.

Veja também: Bebês prematuros pedem cuidados especiais.

 

Vacinação contra a gripe reduz morte de crianças classificadas como alto risco em até 65%

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Criança doente é sempre sinal de alerta. Pensando nisso, o Ministério da Saúde resolveu antecipar a vacinação da gripe esse ano, e dentro do grupo de risco estão as crianças. Os especialistas no assunto afirmam que a vacinação é extremamente importante para manter a saúde das crianças, isso porque elas são o grupo de risco que mais se beneficiam com a vacinação. O CDC – Centro de Controle e Prevenção de Doenças, publicou uma pesquisa recente sobre o tema na revista Pediatrics. Segundo os pesquisadores, a vacinação reduz o óbito de crianças que estão em alto risco e de crianças saudáveis para mais da metade.

A pesquisa realizada pelo CDC revelou que as crianças classificadas como alto risco de contrair a gripe, tiveram a taxa de mortalidade reduzida, e as crianças com condições mais saudáveis, teve uma redução de 65%. Por isso os médicos especialistas alertam para a importância em manter a vacinação contra a gripe em dia, ainda mais nos casos de alto risco que apresentam uma taxa de mortalidade elevada quando contraem doenças como a gripe.

Os cientistas tiveram que avaliar informações coletadas sobre a enfermidade em quatro períodos do ano em que o índice da doença é muito maior. Eles avaliaram os dados dos anos de 2010 e 2014, de crianças com idade entre 6 meses até 17 anos de idade. Os dados apontaram que apenas em quanto o estudo era elaborado, cerca de 358 crianças morreram por causa da gripe, e grande parte desses óbitos estavam ligados ao fator de alto risco. Desse total de óbitos, foi dividido uma parcela que não recebeu a vacina, que é equivalente a uma em cada quatro crianças que não foram vacinadas contra o vírus da gripe.

O pesquisador e epidemiologista, Brendan Flannery, ressalta a importância da vacinação e imunização das crianças. Ele relata que anualmente muitas crianças adoecem e morrem por um vírus que hoje em dia é fácil de tratar e prevenir. O autor da pesquisa, Flannery, relatou: “Todos os anos, o CDC recebe relatórios de crianças que morreram de gripe. Esse estudo nos mostra que podemos prevenir mais dessas mortes se vacinarmos mais”. As palavras do epidemiologista ressaltam que os pais devem se preocupar com a prevenção da gripe, pois a doença é tão prejudicial quanto muitas outras e há mais incidência entre as crianças do que outras doenças também causadas por vírus.

A vacinação desse ano começou em abril, justamente como medida preventiva. Segundo o Ministério da Saúde, no ano passado houve um surto de H1N1 antes mesmo da campanha de vacinação começar, por isso eles decidiram antecipar a vacinação nesse ano. As vacinas são facilmente encontradas em todos os postos de saúde, e só serão aplicadas nas pessoas que corresponderem ao risco de contrair a doença. Crianças correspondem a um grau alto de risco e fazem parte desse grupo.

 

Pesquisa revela que o sobrepeso nos brasileiros aumentou muito em 10 anos

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Dados recentes apontaram que o brasileiro está cada vez mais obeso. A Vigitel – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, realizou uma pesquisa com dados bem atualizados sobre o peso dos cidadãos brasileiros. A pesquisa apontou que em 10 anos, a obesidade, que era de 11,8% em 2006, foi para 18,9% no ano de 2016. O que equivale a um em cada cinco brasileiros.

Os dados foram publicados pelo Ministério da Saúde, que relaciona o fato com o aumento de doenças na população, como diabetes e hipertensão. A situação de sobrepeso é ainda mais alarmante. Segundo a pesquisa, mais da metade da população brasileira está nessa categoria. O índice passou de 42,6% em 2006, para 53,8% no ano passado, em dez anos o número de brasileiros acima do peso subiu para 26,3%. Os dados ainda se relacionam com o aumento de doenças crônicas no Brasil. Dentro do mesmo período, o levantamento estudou o aumento de algumas doenças, dentre elas a diabetes que cresceu 61,8% e a hipertensão que aumentou os casos em 14,2%.

A pesquisa realizada pela Vigitel mostrou que os homens foram os que mais aumentaram o peso nos últimos dez anos, eles passaram de 47,5% para 57,7%. No caso das mulheres, o aumento também foi grande, elas passaram de 38,5% para 50,5% de mulheres acima do peso.

Os dados ainda revelaram que a capital Rio Branco/AC é a que mais tem brasileiros com excesso de peso. Os casos são de 60,6 para cada 100 mil habitantes. As capitais seguintes com mais casos de pessoas acima do peso, são: Campo Grande, Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza. Em contrapartida, a pesquisa relatou que Palmas é a capital que tem menos casos de brasileiros com excesso de peso, chega a ser 47 casos para cada 100 mil habitantes.

Segundo o levantamento, o aumento do peso é ainda maior em pessoas mais velhas. Quanto maior a idade, maior o aumento de peso, e quanto menor o grau de escolaridade, também fica maior o aumento de peso nos brasileiros. O índice do aumento de peso em pessoas com idade de 18 a 24 anos é de 30,3%. O índice chega a ser mais que o dobro em brasileiros de 35 a 44 anos, 61,1%. No caso das pessoas com idade entre 55 e 64 anos, o índice é um pouco maior, 62,4%. O índice tem uma pequena queda quando trata-se de pessoas com mais de 65 anos, vai para 57,7%.

Já no caso da escolaridade, os brasileiros que possuem até no mínimo oito anos de escolaridade, representam 59,2% da população brasileira com sobrepeso. Quem estudou de nove a onze anos representa 53,3% dos casos, e o índice cai ainda mais para quem estudou doze anos ou mais, vai para 48,8%.