Ebola ressurge no Gongo e causa alerta

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Recém-saída de outra epidemia mortal, a República Democrática do Congo se vê agora enfrentando novamente o mortal vírus Ebola. Segundo a Organização mundial da Saúde, desde o último dia 22 de abril três pessoas já foram mortas pela doença, cujo novo surto parece ter se iniciado no nordeste do país, próximo ao vilarejo de Bajo Uele.

Conhecida como Febre Hemorrágica do Ebola, ou mais comumente apenas por Ebola, a doença é causada por um vírus e possui alta letalidade entre seres humanos. Acredita-se que o vírus tenha surgido em primeiro lugar pelo contato de indivíduos tribais com o sangue de animais contaminados, em especial de morcegos, o reservatório natural do vírus. Sua transmissão entre humanos pode ocorrer de por meio do contato direto com fluídos e secreções corporais além de por via sexual. Uma vez dentro do organismo, o período de incubação do vírus pode levar até 21 dias, quando os primeiros sintomas da doença começam a aparecer e somente quando o indivíduo desenvolve sintomas é que ele se torna contagioso para os demais. Os principais sintomas de uma infecção por Ebola são febre, fatiga, dor de cabeça e dor de garganta. Conforme a infecção evolui, vômito e diarreia começam a aparecer, além de mal funcionamento de rins e fígado além de sangramentos internos. Devido a sua agressividade, infecções por Ebola chegam à impressionante marca de 75% de óbitos. Se quiser saber mais sobre o vírus, a doença e possíveis formas de tratamento, visite a página oficial da organização mundial da Saúde (Clique aqui para acessar a página).

A última grande epidemia de Ebola ocorreu entre os anos de 2013 e 2015 e na ocasião deixou mais de 11.000 mortos. A República Democrática do Congo foi um dos países afetados em 2014, tendo um total de 49 mortos. Após vários meses de trabalho intenso e colaboração de vários países, a epidemia de então foi controlada.

A organização mundial da Saúde já está atenta a essa nova ameaça que surge e já está mobilizando esforços para a região com o objetivo de controlar a infecção antes que ela se espalhe no local e possa atingir outros países.

É necessário manter a epidemia controlada pois até o presente momento não há uma vacina comprovadamente eficaz para prevenir a doença e as formas de tratamento conhecidas tem eficácia limitada para evitar as mortes. Devido à evolução rápida da doença uma vez que os sintomas aparecem e a facilidade para a transmissão entre humanos, a Febre Hemorrágica Ebola apresenta-se como uma ameaça real e gravíssima para a saúde global, podendo evoluir rapidamente para uma pandemia se sair de controle.

A /organização Mundial da Saúde conta com colaboração internacional para conter o atual surto.