Blockchain é uma nova tendência tecnológica

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Quando um usuário está fazendo uma verificação de suas informações para poder ter acesso a diferentes operações como gerenciar, vender, guardar ou proteger bens digitais o processo que gera uma confiança na transação de informações sem que seja necessário um terceiro envolvido, está dentro da definição da tecnologia do blockchain.

A tecnologia do blockchain é denominada por especialistas como “protocolo de confiança”, pois existe uma rede global de dispositivos que é usada para registrar e validar qualquer forma de transação com segurança e rapidez, o que torna menos burocrático todo o processo pois será eliminada a necessidade de instituições que atuam como intermediárias nessas operações.

Na prática o blockchain segue alguns passos para tornar uma transação válida. Se uma pessoa precisa enviar dinheiro para outra, essa operação é armazenada em um “bloco” virtual, é preciso que cada bloco seja aprovado por uma rede descentralizada para que seja possível fazer a verificação que pode validar ou não aquela transação através do uso da criptografia. Se a transação for validada o bloco referente a operação receberá um sinal de aprovação, com esse sinal o bloco se encaixará em uma cadeia de blocos do histórico de transações do usuário, então quando a rede aprova a transação financeira, ela será finalizada de uma maneira descomplicada e ágil.

Com a moeda virtual Bitcoin o blockchain está se tornando cada vez mais importante para apoiar transações financeiras. Há décadas existem pesquisas a respeito do tema, mas foi quando as pessoas começaram pela primeira vez a fazer transações financeiras sem a necessidade de intermediação de um banco que essa tecnologia passou a ganhar mais destaque.

Os bancos que perceberam a importância do blockchain não se deixaram levar pela desconfiança inicial que havia sobre essa tecnologia. No ano de 2015, várias instituições financeiras se uniram para colocar em prática o plano de desenvolver um sistema que tem sua base no blockchain, esse projeto tem a denominação de R3 e é de uso exclusivo para bancos.

Os bancos brasileiros começaram um estudo do blockchain de forma independente há alguns anos, porém no ano passado a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), iniciou um estudo sobre a tecnologia com diversos bancos como Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, Itaú e Santander, que inclui a Bolsa de Valores e o Banco Central.

Segundo estudo realizado pela empresa Accenture que se baseia em análises de custos de oito dos dez maiores bancos de investimento do mundo, será possível economizar com gastos de infraestrutura um valor de 8 a 12 bilhões de dólares por ano até 2025. A pesquisa foi realizada em parceria com a empresa de análise McLagan, e gerou um relatório que traz uma estimativa realista dos benefícios econômicos do blockchain nos custos dos maiores bancos de investimento no mundo.