Número de desempregos sobe e vai a 12,9 milhões

Com encolhimento da economia nacional cada vez mais latente, número de desempregos sobe e alcança 12,9 milhões. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE -, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio contínua, conhecida pela sigla Pnad, apresenta dados preocupantes não só em relação a quantidade de desempregados que vem crescendo, mas também em relação a taxa de entrada no quadro, que chega a cerca de 880 mil novos desempregados. O levantamento que foi à público na última sexta-feira (24), aponta que em apenas um trimestre a taxa referente ao quantitativo de desocupação registrou máxima de 12,6%. O recuo econômico não atinge somente os trabalhadores da iniciativa privada, também vem causando retrocesso nos níveis de contratação na esfera pública. Os dados revelam que só nesse setor, aproximadamente 400 mil cargos tiveram seus contratos encerrados, nesse mesmo período.

 

Com a taxa de ociosos aumentando cada vez mais, o nível de desemprego subiu de 11,8% – no período que compreende os meses de julho a setembro do ano passado – para 12,6% – no período registrado de outubro a dezembro. O índice de trabalhadores ativos encolheu, e registrou um número de 89,9 milhões de empregados. Os dados levantados apontam para um encerramento de cerca de 29 mil vagas de emprego, se comparados com o período anterior. Tomando como parâmetro os dados dos meses de novembro a janeiro deste ano, estima-se que foram fechados cerca de 1,7 milhão de ocupações.

 

Já em relação ao primeiro fechamento trimestral deste ano, o setor mais afetado foi o público. Se comparado com o trimestre anterior, onde o número de empregos era de 11,4 milhões, o trimestre que se encerra registra o decréscimo desse valor para 11 milhões. A taxa de encolhimento supera até mesmo a vista nos contratos de carteira assinada, onde a pesquisa revela que no mesmo período cerca de 183 mil empregos formais foram fechados. Para o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese -, Clemente Ganz, a reforma trabalhista, atualmente alvo de discussão de muitos especialistas no país, atinge principalmente o público feminino que exerce atividades laborais de forma regular. Para ele, o fim da distinção do tempo mínimo para obtenção da aposentadoria irá delimitar radicalmente a possibilidade da mulher se aposentar.