A era da cidade global

No final do século XX, o mundo percebeu que o desenvolvimento da humanidade não se finaliza no terço dos seguimentos, sequências e recorrências, sobretudo na Primeira e Segunda Guerra Mundial, mas envolve tensões e rupturas, por isso, estamos aptos a reconhecer um forte progresso de globalização de ideias e pessoas. Com a globalização, um novo ciclo se inicia: um sistema de diversas nuances abrangendo inúmeros países, o crescimento da estrutura capitalista de produção, a disseminação das empresas, o desvio do estado-nação e, sobretudo, a consequência da globalização no contexto social expandiu a ideia de cidade global.

A nova configuração transnacional do assalariado é a representação dessa nova configuração mundial. Nesse aspecto, o capitalismo revoluciona o mundo agrário ao desenvolver-se extensiva e intensivamente pelos países ao substituir matérias primas de origem agropecuária por matérias primas produzida pela indústria química, e por último, reduz o número de trabalhadores rurais. Assim, o mundo agrário integra-se à dinâmica da sociedade urbano-industrial, vista em âmbito nacional e mundial, dessa forma o mundo agrário continua a existir, mas, diverso e transformado.

A cidade global, para muitos, têm sido influenciada pelo desenvolvimento do capitalismo e pode ser considerado um momento extraordinário da realidade social, uma formação sociocultural em que a vida social aparece desenvolvida. A cidade global torna-se real no final do século XX como resultado da globalização do capitalismo. É na cidade global que se localiza a subclasse formada por indivíduos em um desemprego estrutural, com as novas tecnologias de produção aqueles que não se profissionalizam se tornam parte da formação de subclasse. Contudo, a cidade global é vista como uma expressão de urbanização do mundo na qual o indivíduo situa-se na cidade em contínuo movimento.

A internet, um produto das novas tecnologias, é usada hoje para direcionar a cidade global. O modelo móvel de organização modifica as condições técnicas de organização do trabalho, o trabalhador é levado a ajustar-se a um novo mercado de produção,assim multiplicam as direções dos movimentos migratórios, ou seja, o trabalho se internacionalizou. Estamos todos conectados. O capital se alimenta da força de trabalho da tecnologia e da reestruturação do trabalho social.

O globalismo é resultado de múltiplos processos sociais e diz respeito a uma realidade social, econômica, política e cultural fornecida em âmbito global. Em seu desenvolvimento a globalização modifica realidades conhecidas e conceitos estabelecidos. O globalismo desafia as ideologias, as ciências e as utopias. As correntes de pensamento, sobretudo o neoliberalismo e o socialismo, estão determinadas em explicar as configurações e os movimentos da sociedade global, compreendendo os indivíduos e as coletividades, as tribos e os povos, as nações e as nacionalidades. A partir das correntes de pensamento o globalismo se torna um processo civilizatório que se forma e se transforma ao longo da história.