Ministro da Educação consegue aprovação para reforma do Ensino Médio

Já deu para perceber que a educação brasileira está passando por diversas mudanças, tanto em programas estudantis, como o Fies, quanto o próprio sistema do ensino médio da rede pública e privada do país. O ministro Mendonça Filho – do Ministério da Educação – afirmou que o ensino médio passará por uma reforma e que será uma “mudança mais estrutural” e muito mais “relevante”, do que as ocorridas nas últimas duas décadas. Além disso, o ministro ainda afirmou que essa reforma será totalmente transformadora para o nosso país.

A proposta do Mendonça Filho foi aprovada no dia 08/02/17 pelo Congresso, onde ele participou juntamente com o presidente Michel Temer e com o Eunício Oliveira, presidente do Senado. O projeto tem como característica principal reavaliar e deixar a grade curricular do ensino muito mais flexível, que nada mais é do que deixar que os alunos possam escolher quais matérias querem cursar.

O ministro da educação disse que o “eixo central” do projeto foi preservado durante a aprovação no Congresso. Mendonça ainda afirma que o projeto estava em debate há mais de vinte anos, e que só não foi aprovado antes pela falta de vontade política das autoridades. “A discussão política é bem-vinda, mas quero clamar e chamar o Brasil para o bom senso (…) Só peço que tenhamos consenso em torno dos jovens e da educação”, disse Mendonça Filho.

Segundo o ministro, a reforma será muito importante para melhorar o ensino oferecido pelas escolas no Brasil. “A escola no Brasil é estática, com 13 disciplinas obrigatórias. E qualquer aluno tem que assimilar conteúdos da mesma forma. Não é assim que ocorre, quem vai fazer curso de jornalismo ou de engenharia tem vontades diferentes”. A declaração de Mendonça Filho deixa bem claro que a opinião do estudante é fundamental para o real interesse nas disciplinas aprendidas em sala de aula.

Ele ainda afirmou que a reforma não tem o intuito de eliminar alguma disciplina específica, mas sim deixar os estudantes mais a vontade para escolher as disciplinas que querem cursar de verdade, sendo assim o aluno teria maiores oportunidades para escolher.

Embora pareça uma mudança assombrosa, os alunos ainda terão disciplinas obrigatórias. O ensino médio será dividido em duas partes, sendo 60% para as disciplinas comuns que todos deverão fazer, essas serão definidas pela BNCC – Base Nacional Comum Curricular, e o restante que corresponde a 40% serão de escolha de cada estudante, para que assim ele possa se aprofundar em algum conhecimento específico, dentre eles, Matemática, Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Ensino Profissional.

Mendonça disse: “Propomos ênfase em matemática e português (…) E aí o jovem vai protagonizar a ênfase educacional nas áreas de ciências, da natureza, ou cursos técnicos, profissionalizantes, como ocorre no mundo todo”. Além disso, o ministro ainda defendeu a hipótese de que o estudante possa ingressar ao mercado de trabalho de forma antecipada através dos cursos técnicos. Porém, a demanda de cursos técnicos profissionalizantes têm que aumentar no país, que atualmente conta com 8% dos jovens que cursam algum curso técnico.