Comércio volta a crescer no Brasil

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o comércio brasileiro volta a crescer na margem de 2% depois de 4 meses consecutivos de queda. A recuperação do comércio varejista começou em novembro, e teve um crescimento em relação ao mês de outubro. Uma das maiores altas se deu em 2007 quando o crescimento chegou a 2,7%.

 

Analisando os dados dos anos anteriores pode-se observar que houve um relativo crescimento no mês de novembro de 2016 que foi impulsionado pelas festas de fim de ano, o que gera um volume maior de vendas. Os ramos que mais tiveram alta foram os hipermercados, os supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo com 0,9% de alta, no setor de artigos de uso pessoal e doméstico houve uma alta de 7,2% e no ramo de móveis e eletrodomésticos o aumento nas vendas foi de 2,1%.

 

Embora esses números mostrem uma reação positiva no comércio, considerando o ano de 2016 em novembro e o seu acumulado de 12 meses, o ano teve o pior resultado desde o 2001 com uma queda de 6,4% nas vendas. Os números que apontam uma melhora foi influenciado pelas promoções do Black Friday no fim de ano que estimularam as vendas no comércio varejista.

 

De acordo com Isabella Nunes, gerente de Serviços e Comércio do IBGE: “Apesar do resultado positivo, ele não reverte a trajetória negativa do comércio. Um crescimento de 0,3% na média móvel trimestral, ele fica muito próximo da estabilidade”.

 

Tendo em vista outras áreas do comércio pode-se observar um crescimento de 0,6% no varejo ampliado que teve uma propulsão ligada à alta de 7,2% das vendas de materiais de construção.

 

As vendas que não apresentaram um bom desempenho foram das lojas de tecidos, de vestuários e de calçados com uma baixa de -1,5%, de livros, de jornais, de revistas e de papelaria a queda foi de -0,4%, e de combustíveis e de lubrificantes os números foram de -0,4%.

 

Tendo como base o ano de 2016, muitas quedas fizeram parte da economia no varejo ampliado que teve uma baixa de 4,5%. Em várias partes do segmento do comércio varejista existiram quedas, entre elas estão as de móveis e eletrodomésticos com -7,4%, e depois de combustíveis e lubrificantes com uma baixa de -8,1%, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram uma queda -1,1%.

 

Se for considerada a comparação com o mês de outubro de 2016, o varejo nominal teve um crescimento de 0,9%. Durante todo o ano o crescimento teve um acumulado 4,8%.